Presidente do México defende o Pix como instrumento de combate à lavagem de dinheiro

Cláudia Sheinbaum, a direita, elogiou a iniciativa do Pix brasileiro como uma das melhores no combate a lavagem de dinheiro
O presidente Lula ao lado da presidente do México, Cláudia Sheinbaum. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou o Pix brasileiro como exemplo de digitalização financeira ao defender a redução do uso de dinheiro em espécie no país visando o combate à lavagem de dinheiro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa, ao tratar de medidas para ampliar pagamentos digitais.

“Quanto menos dinheiro em espécie estiver em circulação, menor será a lavagem de dinheiro, pois há menos espaço para irregularidades e ilegalidades”, afirmou Sheinbaum. Segundo ela, a digitalização pode beneficiar a população, as empresas e o governo ao reduzir custos e aumentar o controle sobre transações.

A mandatária mexicana disse que o Brasil passou por um processo semelhante com o Pix, sistema que ampliou o uso de meios digitais e reduziu a dependência de dinheiro vivo. Sheinbaum também citou a Índia como exemplo de país que avançou na digitalização financeira nos últimos anos.

O caso brasileiro tem sido observado por outros governos da América Latina. O Pix foi criado pelo Banco Central e se consolidou como sistema de pagamentos instantâneos no país, com mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, segundo dados oficiais do BC.

A fala de Sheinbaum ocorre em meio ao debate regional sobre sistemas públicos de pagamento. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também manifestou interesse no modelo brasileiro e pediu que o Brasil amplie o Pix para seu país.

No México, a adoção de sistemas digitais ainda avança em ritmo menor. O CoDi, plataforma criada pelo Banco do México, não alcançou adesão comparável à do Pix no Brasil, segundo levantamentos citados pela imprensa mexicana.

A defesa do modelo brasileiro também ocorre após críticas dos Estados Unidos ao Pix. O Brasil tem afirmado que o sistema é uma infraestrutura nacional de pagamentos e não pretende alterar seu funcionamento por pressão externa.

Artigo Anterior

Operação expõe plano do PCC para se infiltrar em prefeituras de SP

Próximo Artigo

CTB promove 1º de Maio com atos nacionais e defesa do fim da escala 6×1

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!