
O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para a Presidência nos três estados do Sul, mas ainda registra índices bem menores que os obtidos por seu pai, Jair Bolsonaro, na eleição de 2022. Levantamentos da Quaest apontam vantagem do candidato do PL no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Os três estados reúnem 22,8 milhões de eleitores. Em 2022, oito em cada dez votaram no primeiro turno, e Jair Bolsonaro recebeu 60% dos votos válidos na região, consolidando uma maioria sobre Lula.
Santa Catarina representa o melhor cenário para Flávio Bolsonaro. A pesquisa indica 45% das intenções de voto para o senador, 25 pontos acima dos 20% de Lula. Na disputa de 2022, Jair Bolsonaro alcançou 69% dos votos no estado.
No Paraná, Flávio marca 42%, contra 24% de Lula, uma diferença de 18 pontos. Jair Bolsonaro havia vencido no estado com 62,4% dos votos há quatro anos, percentual superior ao registrado agora por seu filho nas sondagens.

Rio Grande do Sul tem disputa mais apertada entre Flávio e Lula
O Rio Grande do Sul apresenta o quadro mais equilibrado da região. Flávio Bolsonaro aparece com 34% das intenções de voto, enquanto Lula soma 29%, uma distância de cinco pontos. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu o estado com 56,3%, ante 43,6% de Lula.
A rejeição ao governo Lula permanece alta nos três estados pesquisados: chega a 70% em Santa Catarina, atinge dois terços do eleitorado paranaense e fica em 55% entre os gaúchos. Os números ajudam a explicar a liderança de Flávio, mas não se traduzem, até agora, em um patamar semelhante ao do ex-presidente.
O sobrenome Bolsonaro mantém força no Sul, onde o antipetismo impulsionou a votação de Jair Bolsonaro em 2022. Flávio foi escolhido pelo pai para representar o campo bolsonarista na corrida presidencial pelo PL e tenta concentrar esse eleitorado.
A Quaest mostra que Flávio se mantém perto de 40% das intenções de voto nos estados sulistas, mesmo com ampla vantagem em Santa Catarina e no Paraná. A cinco semanas do primeiro turno, o senador ainda busca ampliar sua adesão em um reduto que deu margem expressiva a Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.