Por que Nunes está irritado com ato de Lula e Haddad na Paulista

Lula e Fernando Haddad durante caminhada em São Paulo em 2022. Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress

O PT manteve para este sábado (3) uma caminhada de Lula e Fernando Haddad que passará por duas quadras da avenida Paulista, em São Paulo, mesmo após a Prefeitura informar ao partido que não autorizaria o bloqueio da via. O ato deve começar às 10h, na esquina da Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo.

A militância seguirá pela avenida até a rua Augusta e, depois, irá para a praça Roosevelt, onde a organização prevê palco e carro de som. A expectativa do partido é reunir 15 mil pessoas na caminhada.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou a aliados que interpretou a decisão petista de manter o trajeto como uma provocação, segundo a coluna Painel na Folha de S.Paulo. A campanha de Haddad sustenta que a atividade continuará conforme o planejamento apresentado às autoridades.

A administração municipal comunicou o PT na terça (29) que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) pediu que a Paulista não fosse bloqueada nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro, que abrangem os turnos eleitorais e suas vésperas.

Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Campanha diz que autoridades discutiram medidas para o ato

A assessoria de Haddad informou que participou, nesta quarta (30), de uma reunião com a Subprefeitura da Sé, a Guarda Civil Metropolitana, a Companhia de Engenharia de Tráfego e a Polícia Militar. Segundo a campanha, os órgãos se comprometeram a adotar medidas necessárias para a realização da caminhada.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que o pedido do TRE-SP busca evitar obstáculos ao acesso e à circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoio logístico e eleitores nos dias de votação e nas vésperas.

O PT também comunicou à prefeitura que pretende ocupar uma área em frente ao MASP no domingo (4), entre 17h e 22h, durante a apuração do primeiro turno. Para essa atividade, a previsão é de público de 10 mil pessoas.

O pedido do TRE-SP citado pela prefeitura inclui o domingo de votação e a véspera do segundo turno, em 24 e 25 de outubro, além do sábado (3) e do domingo (4), datas que coincidem com os atos programados pela campanha petista.

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