Os planos de Lula para o segundo turno

O presidente Lula em evento de campanha. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou para esta sexta (2), em São Paulo, uma reunião para definir a estratégia de um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro deve tratar de agendas, propaganda eleitoral e negociações políticas para a etapa final da disputa.

O comando da candidatura à reeleição trabalha com a expectativa de que Lula termine o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro, embora reconheça a possibilidade de uma diferença apertada. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (1º) apontou Lula com 42% das intenções de voto e o candidato do PL com 38%.

A equipe pretende iniciar a possível nova fase da campanha com uma sequência intensa de compromissos públicos, voltada à mobilização de apoiadores. Os coordenadores também devem discutir o tom das próximas peças de propaganda eleitoral.

Aliados da área política do governo acompanham as conversas com dirigentes de partidos de centro para preservar a neutralidade dessas siglas. Parte do Centrão tende a apoiar Flávio Bolsonaro em uma segunda rodada, mas lideranças partidárias esperam o resultado das urnas antes de formalizar posições.

Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Lula busca neutralidade de partidos de centro

Lula entrou diretamente nas tratativas para assegurar que as legendas não antecipassem um apoio no primeiro turno. Ele se reuniu com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), antes de o partido anunciar neutralidade.

O presidente também conversou com a deputada Renata Abreu (SP), presidente do Podemos, e com os líderes do União Brasil e do PP na Câmara, Pedro Lucas (MA) e Dr. Luizinho (RJ). Lula pediu que os partidos aguardassem uma nova rodada de diálogo com ele e a cúpula do PT antes de decidir sobre o segundo turno.

Um integrante da articulação política do governo avalia que Lula precisaria abrir vantagem de cerca de quatro pontos para dificultar uma adesão dessas siglas à candidatura de Flávio Bolsonaro. As disputas estaduais também podem interferir na decisão, pois dirigentes locais em estados favoráveis ao petista podem defender a neutralidade nacional em troca de apoio em eleições para governador.

A federação União Progressista agendou para 6 de outubro uma reunião para discutir um eventual apoio na disputa presidencial. A campanha de Lula ainda acompanha o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, medida vista por aliados como um ativo eleitoral do presidente.

Artigo Anterior

Lula conclama jovens a entrarem na política: “Seja eu amanhã”

Próximo Artigo

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo na costa do Amapá

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!