O governo Lula ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o teto de valor de automóveis financiados pelo programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos. Com a medida, uma nova gama de potenciais automóveis voltados para motoristas de táxi e de apps pode ser adquirida a juros baixos.
Ao lançar o programa em maio, somente veículos novos e com critérios de sustentabilidade (elétricos; híbridos; flex; movidos exclusivamente a etanol) de montadoras habilitadas no Programa Mover poderiam ser comprados: Volkswagen, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM. Os juros oferecidos são abaixo dos praticados pelo mercado (12,6% ao ano (0,99% ao mês) para homens e de 11,5% a.a. (0,91% ao mês) para mulheres).
Em julho, o governo passou a aceitar, pelo programa, a compra de automóveis seminovos produzidos a partir de 2024, desde que atendam aos critérios anteriores.
Agora, com a portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e do Ministério da Fazenda, publicada na quarta-feira (19), o valor para os veículos subiu para R$ 200 mil e também passaram a ser elegíveis os veículos híbridos com diferentes combinações de fontes de energia, como os que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina ou ambos.
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A ideia do governo é aumentar a procura pelo programa, que disponibilizou até R$ 30 bilhões em recursos para os financiamentos. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa visa melhorar a procura via bancos privados, que fazem a intermediação e operam as linhas de crédito, para igualar a procura vinda dos bancos públicos.
Segundo o Mdic, “a elevação do teto amplia o alcance potencial do critério econômico de cerca de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave (2025) – oferecendo mais opções aos beneficiários do programa, inclusive para categorias de maior padrão de conforto.”
Além disso, a inclusão de outros veículos híbridos amplia a oferta, mantendo os critérios de sustentabilidade e eficiência energética. “Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV 2026) indicam redução média próxima de 24% no consumo energético, comparado a versões convencionais equivalentes”, diz o ministério.
As condições oferecidas permitem que a primeira parcela do financiamento seja paga somente após seis meses e que o prazo máximo para pagar o financiamento seja de até 72 meses (6 anos).
Para participar, os motoristas de app devem ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses nas plataformas e ter realizado, pelo menos, 100 viagens. Já para os taxistas autônomos e cooperativas são exigidos licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito.
Confira aqui como taxistas e motoristas podem ter acesso ao programa.