Milho brasileiro sob pressão

O Brasil terá de exportar ao menos 40 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26 para evitar excesso de oferta interna, mas o cenário externo ficou mais difícil. A Argentina, de Javier Milei (foto: Luis Robayo/AFP), beneficiada por uma possível supersafra, pode elevar seus embarques para 45 milhões de toneladas e superar o Brasil como segundo maior exportador mundial. Ao mesmo tempo, o Irã, principal comprador do milho brasileiro em 2025, reduziu as aquisições em 43% em meio à guerra. Com produção nacional estimada em 143 milhões de toneladas, o país terá de ampliar vendas para mercados como Vietnã, Egito, Argélia e União Europeia. O avanço do etanol de milho ajuda a absorver parte da oferta, mas não elimina a necessidade de exportações robustas.

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