
O PL quer colocar outra pessoa nos cuidados de Jair Bolsonaro para liberar Michelle Bolsonaro para sua campanha ao Senado e para os principais comícios de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Segundo o Estadão, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (20) que foi apresentado um pedido de autorização ao Poder Judiciário. Ele alegou que Michelle “precisa participar da campanha”.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por razões humanitárias e está submetido a restrições de visitas. A autorização judicial não seria necessária para Michelle fazer campanha, mas para permitir que outra pessoa entre na residência e permaneça com o ex-presidente durante sua ausência.

No início de agosto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou temporariamente a entrada de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, irmã de Michelle. A permissão valeu durante os exames médicos da ex-primeira-dama e terminou quando ela retornou à residência.
Michelle disputa uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Valdemar afirmou que ela não deverá acompanhar toda a agenda de Flávio, mas participar dos atos considerados mais importantes pela campanha presidencial. O dirigente considera o carisma da ex-primeira-dama estratégico para reduzir resistências ao candidato.
O presidente do PL também alegou que Flávio avançou de dois a três pontos percentuais depois da reconciliação pública com Michelle, mas não indicou qual levantamento sustentaria a afirmação. Ele atribuiu ainda a guinada do senador em direção ao bolsonarismo, com menos acenos ao centro, à troca de marqueteiros da campanha.