Governo assegura tratamento vital para menores em regiões nucleares, evitando danos à saúde em caso de exposição a radiação
O Ministério da Saúde passará a fornecer, no SUS, um medicamento para proteger crianças em caso de acidente nuclear. Cerca de 19 mil crianças que residem em Angra dos Reis serão beneficiadas. O município localizado na região da Costa Verde do estado do Rio de Janeiro abriga duas usinas nucleares Angra 1 e 2.
O iodeto de potássio 20 mg será utilizado para o tratamento de crianças até 11 anos, em caso de exposição a materiais radioativos.
Segundo o ministério, o medicamento protege a glândula tireoide, impedindo que ela absorva o iodo radioativo e reduzindo os riscos de complicações graves, como o desenvolvimento de doenças na glândula.
O SUS já oferece o medicamento iodeto de potássio 130 mg em comprimidos para pacientes adultos.
O Ministério da Saúde informou que serão atendidos mais de 117 mil pacientes adultos com a aquisição do medicamento, considerando a população geral das Zonas de Planejamento de Emergência.
E que, embora o Brasil não seja uma região de alto risco nuclear, a disponibilização do iodeto de potássio é importante e responsabilidade do governo na preparação para qualquer ocorrência.
O acidente envolvendo material radioativo mais conhecido do Brasil é o do Césio-137, ocorrido em Goiânia, capital do estado de Goiás, em 1987. Dois catadores de papel encontraram uma bomba de Césio nos escombros de um antigo hospital.
Sem saber do que se tratava, arrombaram a cápsula e acabaram se expondo, e também outras pessoas, ao material tóxico. Centenas de moradores de Goiânia foram contaminados. Quatro pessoas morreram.