
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, processou Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, por um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que o associa à corrupção. A ação, apresentada nesta segunda (24) na Justiça de São Paulo, pede indenização de R$ 10 mil por danos morais, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo.
O vídeo circulou nas redes X e Instagram e atribui a Lulinha acusações de corrupção, tráfico de influência e desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS. Gaspar chama o filho do presidente Lula de “estrela da corrupção”.
O material também inclui a frase “eles roubaram” para vincular Lulinha a práticas criminosas. O advogado Marcelo Pacheco, que representa Fábio Luís, sustenta que o conteúdo faz imputações sem comprovação.
A defesa afirma que o vídeo usa imagens e fatos fora de contexto, combinados a recursos sintéticos, para criar uma associação entre Lulinha e condutas ilícitas que não teriam respaldo na realidade.

Pedido inclui retirada do conteúdo das redes sociais
Além da indenização, a ação requer a remoção imediata da publicação e proíbe uma nova divulgação com as mesmas acusações. Lulinha também pediu que X e Instagram indisponibilizem os conteúdos.
O processo solicita ainda dados sobre a circulação das postagens nas duas plataformas. A defesa argumenta que o uso de inteligência artificial amplia o alcance e o impacto do conteúdo.
Os advogados de Lulinha destacam que ele não exerce mandato nem cargo eletivo. Por isso, sustentam que críticas políticas não autorizam ataques pessoais baseados em acusações criminais não comprovadas.
Esta é a terceira ação movida por Lulinha contra políticos por material ofensivo. As outras duas têm como alvo Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, candidatos à Presidência.