Lula se pronuncia sobre a revogação das credenciais de agente americano

A reação de Lula diante o caso Ramagem levou a um ato de reciprocidade aos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente do Brasil Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) endureceu suas críticas aos Estados Unidos após a remoção do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do solo americano, no contexto do caso envolvendo o ex-deputado bolsonarista Alexandre Ramagem. Durante uma coletiva de imprensa na terça-feira (21), Lula declarou que o Brasil poderia responder de maneira semelhante se houvesse abuso por parte das autoridades americanas em relação ao agente brasileiro, enfatizando que o país não aceitaria “interferência” nem “abuso de autoridade”.

Na quarta-feira (22), o presidente elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela decisão de cancelar as credenciais de um agente americano no Brasil, como uma resposta proporcional aos EUA.

“Parabéns pela sua atitude em relação ao delegado americano, aplicando o princípio da reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, nós faremos com eles. Espero que eles estejam abertos a retomar o diálogo e normalizar as relações”, afirmou o presidente em um vídeo onde anunciou a contratação de mil novos policiais federais.

A tensão começou após os Estados Unidos solicitarem a remoção de Marcelo Ivo de Carvalho devido à sua atuação na detenção provisória de Ramagem por agentes de imigração. A embaixada americana confirmou que o delegado brasileiro mencionado na decisão era Carvalho.

Na quarta-feira (22), a resposta mencionada por Lula foi oficializada pelo Itamaraty. Em comunicado, o ministério declarou que a ação americana não respeitou a “boa prática diplomática” e que não observou o memorando bilateral que regula a cooperação policial entre os países. O texto também indicou que o governo brasileiro aplicaria o princípio da reciprocidade.

Pouco antes do comunicado, Andrei Rodrigues já havia informado que o Brasil retirou as credenciais de um agente americano em resposta ao tratamento dispensado ao delegado brasileiro em Miami. Essa decisão suspende o acesso desse funcionário americano à unidade da PF no Brasil e foi apresentada pelo governo como uma resposta equivalente ao ato de Washington.

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