Neste sábado (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, cumpriu agendas na região mais populosa e com maiores carências da cidade de São Paulo: a Zona Leste. Seguido por uma multidão, Lula participou de caminhada em São Miguel e também esteve na Cidade Tiradentes, acompanhado pelo seu time na capital paulista.
Lula participou da caminhada “Brasil Pronto pra Mais” ao lado do vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além de lideranças políticas e sociais.
“Quem é que já imaginou na vida que a Zona Leste ia ter universidade federal? Pois é, tem, porque a educação é nossa prioridade”, disse Lula.
“Só nesse mandato, estamos criando 16 institutos federais (em São Paulo)”, destacou Lula. Na capital, elas chegam à Cidade Tiradentes, além de Jaçanã (Zona Norte) e Jardim Ângela (Zona Sul). A expansão também alcança Carapicuíba, Cotia, Diadema, Franco da Rocha, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São Vicente, Serrana e Sumaré.
Ao todo, São Paulo chegará a 58 unidades, 48 delas criadas nos governos Lula e Dilma. O estado conta ainda com 14 campi de universidades federais, dos quais dez foram criados nessas gestões.
Outro ponto destacado da política educacional do governo Lula é o programa Pé-de-Meia que, somente em São Paulo, atende 1 milhão de estudantes do ensino médio público. Num quarto mandato, Lula fechou compromisso de universalizar o programa para todos os estudantes de escolas públicas.
Em sua fala, Lula também abordou as dificuldades socioeconômicas vivenciadas pelas populações das periferias paulistanas. “Só sabe que não tem pobre em São Paulo quem mora no Jardim da Avenida Paulista. Porque quem mora na periferia sabe que tem muita gente trabalhadora que ganha pouco”, afirmou.
Na saúde, Lula destacou o programa Agora Tem Especialistas e a ampliação do acesso a exames e tratamentos. Segundo dados do governo, em 2025, São Paulo registrou 2,9 milhões de cirurgias eletivas, volume 32% superior ao de 2022. Além disso, houve 4,8 milhões de consultas e teleconsultas, três vezes o registrado naquele ano, e 370 milhões de exames, 18% a mais.
No discurso, Lula lembrou o caminho que muitos pacientes ainda enfrentam entre uma consulta, o especialista e a realização de um exame. Disse que o objetivo é encurtar essa espera e citou as carretas de saúde que percorrem o país, além da ampliação da estrutura para o tratamento do câncer.
Fim das bets
Na Zona Leste, Lula também reforçou a importância do fim das bets para o bem-estar das famílias e para a economia. “As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai, às vezes, gasta o dinheiro do alimento das crianças para tentar ganhar mais e perde. A mãe tenta jogar para ver se ganha e perde. E vai tomando dinheiro emprestado e faz dívida”, salientou.
“Por isso, ontem (sexta) tomei a decisão. Fiz uma Medida Provisória acabando com as bets no Brasil. Quem quiser ganhar dinheiro, que arrume um jeito honesto de ganhar, mas não matando o povo pobre, endividando o povo pobre, vendendo mentira. Porque é uma doença. Uma doença chamada ludopatia”, declarou.
O presidente disse, ainda, que o País que “sempre foi contra cassino, briga de galo, rinha, trouxe o cassino para dentro de casa. Para a cozinha, para a sala. Regulamentamos. Criamos regras. Eliminamos mais de 65 mil sites ilegais. Restringimos o uso por beneficiários do Desenrola e do Bolsa Família. Criamos possibilidade de autoexclusão. Redes de proteção”, enumerou.
“Mas a verdade é que, na balança, os prejuízos para o povo são bem maiores que os ganhos econômicos. Não é brincadeira. É coisa muito séria. Não vamos permitir que empresas de apostas lucrem às custas da renda e da vida de famílias brasileiras. Do dinheiro do leite, do pão, da refeição. Fizemos o que tinha de ser feito: acabar com as bets”, completou.