
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro, segundo projeção do Datafolha divulgada neste domingo (4). Com 47,26% das urnas apuradas, o instituto apontava a definição do confronto entre o petista e o filho de Jair Bolsonaro.
Às 19h08, Flávio Bolsonaro tinha 50,2% dos votos válidos, enquanto Lula somava 41,6%. Os votos válidos excluem brancos e nulos, e a parcial tornava inevitável a segunda rodada, conforme a projeção.
Flávio entrou na disputa após Jair Bolsonaro indicá-lo como sucessor no fim de 2025. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe após a derrota para Lula em 2022.
O senador formou chapa com o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para a Vice-Presidência. Na corrida à direita, Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) ficaram abaixo de dois dígitos ao longo da campanha.

Campanha evitou exposição de Jair Bolsonaro e debates
Flávio Bolsonaro restringiu a presença do pai na propaganda eleitoral e usou sua imagem em momentos específicos, como no lançamento da candidatura, que teve um discurso produzido por inteligência artificial. A campanha do senador concentrou ataques no antipetismo.
O cancelamento do debate da TV Globo, na quinta-feira (1º), virou tema da reta final depois de uma interferência judicial nas regras do encontro. Flávio não participou de debates durante o primeiro turno.
O senador também evitou responder amplamente a questionamentos sobre as acusações relacionadas a rachadinhas e a suas relações com milicianos no período em que exerceu mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro. Ele é investigado sob suspeita de corrupção e evasão de divisas na relação financeira com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no caso conhecido como Dark Horse.
Lula chega ao segundo turno após reajustar o Bolsa Família em 15% e editar medida provisória contra as bets durante a campanha. Na disputa por apoios, o centrão tende a se aproximar de Flávio Bolsonaro, enquanto MDB e PSD podem liberar alianças estaduais e individuais; o Senado ainda pode votar o fim da escala 6×1, proposta defendida pelo governo.