O presidente Lula (PT) faz nesta terça-feira (22) o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A transmissão pode ser acompanhada ao vivo na TV GGN a partir das 10h (horário de Brasília). Por tradição diplomática mantida desde os anos 1950, o chefe de Estado do Brasil é o primeiro a discursar no debate de alto nível da entidade. Assista:
A intervenção do mandatário foca na defesa da cooperação internacional para o combate ao crime organizado, na urgência de reformas nas instituições globais e na preservação da soberania dos países.
Multilateralismo e paz internacional
Em um cenário global marcado por conflitos armados e disputas geopolíticas, Lula enfatiza o respeito ao direito internacional humanitário e a não intervenção em assuntos internos. A diplomacia brasileira pauta a negociação política como o único caminho viável para a solução de litígios.
Outro ponto central da mensagem é a cobrança por mudanças estruturais no Conselho de Segurança da ONU. O governo brasileiro critica historicamente a paralisia do órgão frente a crises internacionais e defende a expansão do número de membros permanentes para assegurar maior representatividade ao Sul Global.
A comitiva brasileira também apresenta em Nova York propostas voltadas às agendas de segurança pública e meio ambiente. O Ministério das Relações Exteriores busca articular a negociação de um protocolo multilateral dedicado ao combate a crimes ambientais transnacionais.
O plano envolve o fortalecimento de acordos bilaterais de cooperação com nações vizinhas da América do Sul e com os Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado.
Agenda diplomática e comitiva
Esta é a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral como presidente da República. Na capital nova-iorquina, o líder brasileiro cumpre agenda de reuniões bilaterais com outros chefes de Estado, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Na sequência do pronunciamento brasileiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocupa a tribuna do plenário.
A delegação brasileira conta com a presença do chanceler Mauro Vieira e dos ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial). Os ministros cumprem compromissos ao longo da semana em fóruns multilaterais como o Brics, a Celac e encontros ligados à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.