JOGO ABERTO

*Especialistas em direito vêm contestando a manifestação do procurador-geral da República, (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado), que pediu a anulação do relatório da Polícia Federal (PF) contendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os especialistas que questionam o pedido de Gonet, está a jurista e magistrada, Eliana Calmon. primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afirmou ser nulo o parecer da Procuradoria-Geral da República pedindo a anulação do relatório da Polícia Federal. Segundo ela, a manifestação do procurador-geral Paulo Gonet “não tem nenhum valor jurídico, porque ele está envolvido nos fatos relatados pela Polícia Federal” e, por isso, “jamais poderia agir como PGR”.  Calmon sustentou que Gonet deveria ter encaminhado o tema ao substituto legal, por estar “absolutamente impedido” e ser “suspeito”. A declaração da jurista foi publicada no site direitoglobal.com.br .

*Em comunicado à imprensa, nesta sexta-feira, 4, a Globo oficializou a saída de três de seus principais executivos, bem como a criação de uma nova estrutura organizacional, de 11 diretorias. Deixarão a empresa Manuel Belmar, diretor de finanças, jurídico, infraestrutura e produtos digitais; Manuel Falcão, diretor de marca e comunicação, e Pedro Garcia, diretor de aquisições e direitos. Com a nova estrutura, as 11 diretorias responderão diretamente ao presidente-executivo, Paulo Marinho, que já ocupava a função. Os novos diretores são: Júlia Rueff (Plataformas Digitais); Marizar Feres ( Negócios Integrados em Publicidade): Amauri Soares (TV Globo e Estúdios Globo); Ricardo Villela (Jornalismo); Regatto Ribeiro (Esportes) Raymundo Barros (Tecnologia); Fernando Ramos (Distribuição e Direitos) e Marina Mansur (Estratégia e Governança). Duas diretorias, Consumidor e Marketing e Finanças e CFC ainda estão sem titulares definidos.

*Entidades empresariais e da sociedade civil começaram a discutir a elaboração de um manifesto a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que conclamam a Corte a realizar uma apuração rigorosa sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, exigir parâmetros mais claros de conduta dos ministros da Corte e alertar que a instituição não deve ser confundida com nenhum de seus ministros. A ideia é que o documento seja publicado, após as manifestações do 7 de setembro para não ser interpretado como um apoio ao candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , ou vinculado ao ato programado pelos bolsonaristas para o Dia da Independência. Parte de lideranças envolvidas no movimento, entretanto, prefere aguardar os próximos passos do presidente da Corte, Edson Fachin, antes de decidir pela publicação.

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