
O Consulado do Irã em Hyderabad, na Índia, ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao publicar um mapa que apresenta a Califórnia como “novo território da República Islâmica do Irã”. A postagem respondeu à imagem compartilhada pela Casa Branca que classificava o Estreito de Ormuz como “novo território dos EUA”.
O mapa iraniano deixa a Califórnia em azul, enquanto os demais estados aparecem sem destaque. No alto da arte, o consulado escreveu: “Estados Unidos da América exceto a Califórnia”. A conta oficial publicou a mensagem no X na terça-feira (18).
A Casa Branca havia compartilhado, duas horas antes, uma imagem divulgada por Trump na Truth Social. Nela, o Estreito de Ormuz aparecia sob a identificação de “novo território dos EUA”, em mais um caso da disputa entre Washington e Teerã pela rota marítima.
O estreito fica entre o Irã e Omã e conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. O controle da passagem se tornou um dos pontos de conflito entre os dois países desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro.
NEW TERRITORY OF ISLAMIC REPUBLIC OF IRAN https://t.co/ztkafmWLtZ pic.twitter.com/OdOQnNS3h3
— Iran In Hyderabad (@IraninHyderabad) August 18, 2026
O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz durante a maior parte dos seis meses anteriores, em resposta às ações militares americanas na região. A via concentra parte relevante do transporte marítimo de petróleo e outros produtos do Golfo.
Na segunda-feira (17), Trump ameaçou bombardear Omã, aliado dos Estados Unidos, caso o país tentasse interferir nas negociações sobre o fim da guerra e o controle do estreito. “Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total”, disse o presidente à Fox TV.
Teerã havia informado no fim de semana que conversava com Mascate sobre uma nova rota para embarcações que cruzam a área. No dia seguinte à ameaça, Trump afirmou que não havia negociações em andamento nem reuniões marcadas com o governo iraniano.
Em publicação na Truth Social, Trump sustentou que o bloqueio naval continuava “em pleno vigor e efeito” e declarou que o Estreito de Ormuz estava aberto e operacional, com as minas aquáticas removidas ou detonadas. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, também ameaçou países do Golfo que apoiem as forças americanas: “Qualquer assistência e facilitação prestada ao exército agressor dos EUA equivale à participação nas operações militares americanas”.
