
O bolsonarista Gustavo Gayer (PL) e a ex-primeira-dama de Goiás Gracinha Caiado (União) conquistaram neste domingo (04) as duas vagas do estado no Senado Federal. Os eleitos passarão a compor a bancada goiana na próxima legislatura.
Gayer deixa a Câmara dos Deputados, onde exerce mandato desde 2023, para assumir uma cadeira no Senado. Gracinha chega ao Congresso após atuar como primeira-dama durante os governos de Ronaldo Caiado em Goiás.
Na reta final da campanha, os dois já apareciam nas primeiras posições das pesquisas. Levantamento do Real Time Big Data divulgado em 22 de setembro apontava Gracinha com 23% das intenções de voto e Gayer com 20%.
Ficaram atrás na disputa o deputado federal Zacharias Calil (MDB), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PRD) e o senador Vanderlan Cardoso (PSD), entre outros candidatos.
Trajetória de Gracinha e investigações contra Gayer
Advogada e pecuarista, Gracinha Caiado tem 67 anos e se chama Maria das Graças Landim de Carvalho Caiado. Ela coordenou o Gabinete de Políticas Sociais e presidiu a Organização das Voluntárias de Goiás, além de atuar na criação e expansão do programa Goiás Social.
Na campanha, Gracinha defendeu o endurecimento das leis de proteção às mulheres, incluindo o confisco de bens de condenados por violência contra elas. Sua candidatura também destacou ações de qualificação, saúde e acesso a benefícios sociais.

Aos 45 anos, Gayer ganhou projeção como um dos principais nomes do bolsonarismo em Goiás, com atuação como empresário do setor de educação e produtor de conteúdo político nas redes sociais. Ele defendeu pautas ligadas às forças de segurança, à redução de impostos, à educação especial e à diminuição da burocracia para produtores rurais.
Em abril, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal recebeu uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Gayer por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso envolve uma publicação nas redes sociais em 2024 e tornou o deputado réu.
A Polícia Federal também indiciou Gayer em 2025 em investigação sobre supostas irregularidades no uso de recursos da cota parlamentar. A apuração trata de suspeitas de peculato-desvio, associação criminosa, falsidade ideológica e falsificação de documento particular; o deputado nega irregularidades e diz sofrer perseguição política.