Na última quarta-feira (26), o governo brasileiro publicou uma nota em resposta a uma declaração da Casa Branca, nela o Brasil se posiciona que, a partir daquele momento, agirá no estilo “bateu, levou”.
Após a leitura no Palácio do Planalto e no Itamaraty, os órgãos constataram que a nota emitida pelo governo de Trump, é “um absurdo”, como expressou uma fonte que participou da confecção da reação brasileira.
Outra fonte que também esteve presente em Brasília ressaltou que pelo o que foi dito, o Brasil não poderia deixar de responder à altura do ataque estadunidense, já que se tratava do que foi classificado como “fake news” por Donald Trump.
Isso se dá ao fato de que o texto norte-americano deu a entender que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, planeja impor restrições à liberdade de expressão dentro da jurisdição dos EUA.
A resposta enviada pelo Brasil foi um consenso geral entre o gabinete do chanceler Mauro Vieira e a assessoria internacional da Presidência, para ao final, receber o aval do presidente Lula.
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O objetivo da nota foi reforçar que as decisões do ministro Alexandre de Moraes e do Judiciário brasileiro têm respaldo na Constituição Federal de 1988, resultado de um debate entre a sociedade brasileira com seu sistema político e jurídico. Assim, tratava-se de um assunto diretamente ligado à soberania nacional, e caso alguma nação exterior questionasse esse princípio, a resposta viria na mesma intensidade.
Além de ressaltar que o combate às fake news é uma prioridade do sistema judicial brasileiro e estabelecer de uma vez os limites na relação com o governo Trump e deixar claro que, se os Estados Unidos voltarem a adotar uma postura confrontativa, receberão uma resposta proporcional.
*Com informações da CNN.