
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, usou uma camiseta da Furia, organização brasileira de esportes eletrônicos, na primeira inserção de sua campanha no horário eleitoral. A peça também aparece em outras ações do senador durante a disputa de 2026.
No vídeo exibido no último sábado, Flávio fala da família, e sua mulher o define como o “Bolsonaro mais moderado”. A escolha da camiseta vinculou a imagem do candidato a uma marca conhecida entre jogadores de games competitivos.
A Furia nasceu em 2017 e ganhou projeção com equipes de Counter-Strike. A organização mantém times de Counter-Strike 2, League of Legends, Valorant, Rainbow Six: Siege, Rocket League e PUBG.
Antes do início oficial da campanha, Flávio já havia aparecido com uma peça da marca em transmissão ao vivo. Ele mandou um abraço a integrantes da organização, disse que ganhou a camiseta de presente e contou que jogava Counter-Strike na adolescência.
A camiseta voltou a ser usada em uma peça na qual Flávio defende reduzir a maioridade penal em determinados crimes. “Quero aprovar a (redução) da maioridade penal para 14 anos quando o crime for de estupro”, afirmou o candidato.

A organização ampliou seus negócios para além dos esportes eletrônicos e entrou no futebol 7 com uma equipe na Kings League, competição criada pelo ex-jogador espanhol Gerard Piqué. Neymar participa do projeto ligado à divisão esportiva da FURIA.
O empresário Cristian “Cris” Guedes, cofundador da FURIA, comanda o braço de futebol da empresa desde 2024. Amigo de Neymar desde a adolescência, ele participa da gestão esportiva, com atribuições que incluem contratação e dispensa de atletas e pagamento de salários.
A aproximação de Flávio com o público dos games segue movimentos feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu governo. Jair Bolsonaro reduziu em diferentes ocasiões a alíquota do IPI sobre videogames e acessórios e, em 2019, conversou por telefone com o jogador Gabriel “FalleN” Toledo sobre a tributação dos jogos eletrônicos.