Folha publica carta defendendo invasão dos EUA ao Brasil: “Venha logo, Trump”

Donald Trump

A Folha de S.Paulo publicou em sua seção “Painel do Leitor” uma carta em que um leitor pede abertamente a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Brasil.

O texto foi publicado no sábado (19), no mesmo espaço em que o jornal repercutiu reportagem de Mônica Bergamo sobre um alerta reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a respeito da pressão de Washington sobre as eleições brasileiras.

“Venha logo, Trump, como fez na Venezuela! O brasileiro de bem te apoia!”, escreveu Mario Rey, de São Paulo.

Um relatório reservado da Abin enviado à Presidência, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça classificou como “crítico” o nível de risco relacionado à influência e à interferência externa dos EUA no processo eleitoral brasileiro.

O documento da inteligência brasileira aponta uma tendência de escalada da pressão norte-americana sobre o Brasil e analisa medidas adotadas pelo governo Trump nas áreas diplomática, comercial e financeira.

Tom Phillips, correspondente do jornal britânico The Guardian na América Latina, questionou nas redes sociais a decisão malandra e canalha. “Os jornais brasileiros deveriam realmente publicar apelos por uma invasão estrangeira em suas páginas de cartas?”, escreveu.

Está no DNA da família Frias. Uma pesquisa sobre a relação do grupo com a ditadura apontou que a contratação de agentes ligados à repressão para atuar como jornalistas era uma prática recorrente. O estudo também registra violações trabalhistas, entre elas a demissão de profissionais que foram perseguidos politicamente naquele período.

A investigação foi realizada por pesquisadores de diferentes universidades e coordenada por Ana Paula Goulart, professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora da relação entre mídia e memória social.

A Folha foi a única empresa jornalística que contribuiu materialmente com o aparato repressivo. Carros de entrega foram cedidos para o transporte de agentes e realização de campanas de torturadores. Não seria diferente agora, com diretor de redação e outros jagunços a serviço dos EUA.

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