A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.
Há dois inquéritos sobre o filme de Jair Bolsonaro no Supremo: um sob relatoria de Dino, que analisa suspeitas de uso irregular de emendas parlamentares enviado a entidades e produtoras envolvidas no filme; e outro sob guarda do ministro André Mendonça, que trata dos repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao longa-metragem, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
A operação, batizada de Make Up, é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
A investigação apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a uma organização da sociedade civil. Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria direcionado recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.
Levantamentos financeiros realizados pela PF apontaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado.
A operação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações.
A presença entre os alvos de Karina Gama, responsável pela produtora de “Dark Horse”, coloca novamente a produção sobre Bolsonaro no centro de uma investigação da Polícia Federal. O filme também é alvo de outra apuração, relacionada aos recursos destinados à sua produção e à participação de empresários e políticos nas negociações.
