
Todas as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, em todos os casos consagrados como crimes, não tiveram desfecho. Ele escapou das rachadinhas, porque o trabalho do Ministério Público no levantamento de provas foi tornado nulo pelo Supremo.
Escapou pelo envolvimento comprovado com milicianos, que até homenagens recebiam da família. Escapou da lavagem de dinheiro e da compra de imóveis com dinheiro vivo e agora pode escapar do escândalo dos R$ 61 milhões de Vorcaro.
Pode se livrar porque nada se sabe das investigações, que já passaram de três meses, e porque nada vaza do que a Polícia Federal já apurou. Ao contrário do que acontece com a arapongagem em torno do filho de Lula e suas presumidas relações com uma lobista.
Flávio já deu o caso Dark Horse por encerrado, por confiar que a condução do rolo no Supremo por André Mendonça lhe será favorável, e repetiu no domingo em entrevista à Record que o dinheiro tomado de Vorcaro resulta de uma relação da família com uma empresa privada.
Flávio mordeu um mafioso, conseguiu uma parte do que queria, cobrou o resto por telefone, foi à casa do banqueiro reclamar o pagamento do que faltava e acha tudo normal. E um perito já adiantou que não há como rastrear o dinheiro, depois da primeira parada em um fundo nos Estados Unidos.

Se vazar amanhã que Flávio e Eduardo colocaram parte dos R$ 61 milhões em uma conta que os dois mantêm em algum banco no Paraguai, nada vai mudar. Se aparecerem malas com dinheiro vivo doado por Vorcaro, nada será alterado.
Flávio, Eduardo e o pai deles são uma esponja de absorção de escândalos e seguem em frente sem que nenhum inquérito e nenhum processo tenha conseguido cercá-los na área financeira.
Bolsonaro e Eduardo foram condados por agressão à democracia e às instituições, mas não como criminosos envolvidos em crimes com dinheiro. Flávio também pode escapar, com o Supremo e com tudo.