
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, empunhou um facão falso durante um comício no Recife, na noite desta quarta-feira (16), e defendeu a castração química de condenados por estupro. O ato integrou a agenda eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Nordeste.
Um apoiador entregou o objeto ao senador enquanto ele discursava sobre segurança pública no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife. Com o facão nas mãos, Flávio disse: “Atenção você aí estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira”.
A proposta de castração química para condenados por crimes sexuais consta do plano de governo do candidato. O documento também prevê a criação de 500 mil vagas em presídios.
O facão levava propaganda da candidatura do deputado estadual Abimael Santos (PL), que disputa a reeleição em Pernambuco. Conhecido como “deputado do facão”, ele adota o acessório como símbolo político.
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Propostas de segurança e ataques ao STF
No mesmo discurso, Flávio Bolsonaro voltou a defender a redução da maioridade penal. “Bandido que tem 16 anos e comete crime de adulto vai responder como adulto. Vai mofar na cadeia um menor que estupra uma mulher, vai mofar na cadeia um menor traficante”, afirmou.
O senador declarou que pretende agir de forma “muito radical” na área de segurança pública. Ele disse que, a partir de janeiro, caso vença a eleição, declarará guerra ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias, que classificaria como organizações terroristas.
Antes de participar do comício na capital pernambucana, Flávio esteve em Juazeiro do Norte, no Ceará. Na cidade, afirmou que poderá indicar cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal se for eleito presidente.
Durante a passagem pelo Nordeste, o candidato também atacou integrantes do STF, entre eles o ministro Flávio Dino, e associou a crise no tribunal ao governo Lula. Em Fortaleza, na terça-feira (15), disse que a “tropa de choque de Lula entrou em campo” em uma sessão que discutia a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Flávio Bolsonaro é investigado no caso Master após a Polícia Federal encontrar uma mensagem de celular em que ele teria pedido dinheiro a Vorcaro para concluir “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador visitou o banqueiro em 29 de novembro de 2025, depois da soltura de Vorcaro, e disse que buscava colocar “um ponto final nessa história”.