
Forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, no Estreito de Ormuz, no primeiro ataque estadunidense registrado contra o Irã desde o fim de julho. Após a ofensiva, Teerã afirmou que lançou mísseis contra bases militares dos EUA na Jordânia.
O comandante Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, disse que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica se preparavam para lançar foguetes com minas navais no estreito. O Centcom classificou a operação como uma “ação limitada e precisa” contra forças que representavam uma ameaça iminente à rota marítima.
A Guarda Revolucionária Iraniana informou que duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas no ataque a Larak. Hossein Mohebbi, porta-voz da corporação, chamou a operação de “erro estratégico e fatal do regime Trump” e disse que o inimigo pagará consequências econômicas e militares.
O Exército da Jordânia declarou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram oito mísseis que violaram o espaço aéreo do país na madrugada de segunda-feira. A ação ocorreu depois de o Irã anunciar ataques contra instalações estadunidenses em território jordaniano.
#ULTIMAHORA
🚨 DEJA IRÁN EN LLAMAS BASE MILITAR DE ESTADOS UNIDOS EN JORDANIA pic.twitter.com/btFmfoucP6— La Catrina Norteña (@catrina_nortena) August 31, 2026
Emirados negam ataque iraniano a base aérea
A televisão estatal iraniana também afirmou que o país usou drones contra uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos. O Ministério da Defesa dos EAU negou que a base de Al-Minhad tenha sido atingida, classificou a informação como infundada e declarou ter derrubado um drone.
Larak fica perto do porto de Bandar Abbas, em uma área estratégica do Estreito de Ormuz. O Irã passou a direcionar petroleiros para inspeções nas proximidades da ilha e há relatos de cobrança de US$ 2 milhões, cerca de R$ 10,4 milhões, para a travessia.
Na semana anterior, Donald Trump afirmou que as minas instaladas pelo Irã na rota já haviam sido destruídas ou removidas. Ele advertiu que os EUA destruiriam embarcações que tentassem lançar novas minas; o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, classificou a declaração como propaganda enganosa.
Washington ampliou as sanções contra Teerã em 24 de agosto, enquanto o conflito iniciado com ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro já supera seis meses. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz.