
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou neste sábado (3) que atravessou um “momento pessoal difícil” após receber contestações sem argumentos jurídicos contra decisões que tomou durante a campanha eleitoral de 2026. Com informações do Uol.
Nesta semana, Aranha acolheu um pedido da coligação do presidente Lula (PT) para impedir que a TV Globo exibisse um púlpito vazio em um debate e permitir que os demais candidatos direcionassem perguntas ao petista. A emissora cancelou o evento.
A ministra disse que partes interessadas podem questionar decisões judiciais, desde que apresentem fundamentação jurídica. “O que não é aceitável são agressões”, afirmou.
Ela associou as críticas a ataques misóginos e à agressividade dirigida especificamente a uma decisão sua. “Ataques misóginos, agressividade excessiva sobre decisão minha. Diferente de outros ministros que também tomaram decisões no mesmo sentido”, declarou.

Ministra cita violência política contra mulheres
Estela Aranha afirmou que mulheres candidatas, jornalistas e magistradas enfrentam episódios frequentes de violência política. A fala ocorreu durante um evento sobre magistratura feminina na sede do TSE, em Brasília, com convidados internacionais.
A ministra também relatou que o cerimonial do Supremo Tribunal Federal (STF) já a impediu de entrar em uma ocasião por não reconhecê-la como integrante do TSE.
Sem mencionar diretamente o debate da Globo, Aranha ressaltou que a parte contrária não apresentou recurso contra a decisão que tratou das regras do evento eleitoral.
O debate havia sido previsto para a reta final da campanha de 2026, mas a TV Globo decidiu cancelá-lo após a determinação judicial sobre a ausência de Lula no estúdio e a dinâmica das perguntas entre os candidatos.