“Estamos firmes”: Maduro publica fotos de prisão em Nova York

Nicolás Maduro veste agasalho cinza e faz sinal de paz com as mãos. Foto: Reprodução

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro publicou neste domingo (30) duas fotos feitas na prisão de Nova York onde está detido e escreveu que ele e sua esposa, Cilia Flores, permanecem “firmes”. As imagens mostram Maduro com um agasalho cinza, fazendo o sinal de paz com as mãos.

“Quero que saibam que estamos firmes, com nossos corações cheios do amor de vocês”, escreveu Maduro no Telegram. A mensagem foi dirigida aos netos, a crianças e às pessoas que, segundo ele, mantêm carinho pelo casal.

As fotografias divulgadas no domingo trazem o registro de câmera de 25 de junho, um dia após o terremoto duplo que matou mais de 6.500 pessoas e provocou destruição no norte da Venezuela. Maduro aparenta ter emagrecido desde que forças americanas o capturaram em Caracas, em janeiro.

Na publicação, ele também afirmou: “Permaneceremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco. Deus proverá. A Venezuela renascerá”.

Julgamento de Maduro e Cilia Flores está marcado para 2027

Maduro e Cilia Flores estão presos no Brooklyn sob acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Os dois negam as acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos.

Um tribunal federal de Nova York marcou o início do julgamento do casal para 1º de junho de 2027. Enquanto aguarda o processo, Maduro não tem acesso a jornais ou à internet na prisão.

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Nicolás Maduro quando foi preso pelos EUA. Imagem: reprodução

Ele pode telefonar para familiares e advogados por cerca de 300 minutos mensais, em chamadas de até 15 minutos, conforme uma fonte próxima ao ex-presidente venezuelano. O filho dele, Nicolás Maduro Guerra, afirma que o pai está em boa saúde e tem dedicado parte do tempo à leitura da Bíblia.

A postagem ocorreu dois dias depois de a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciar um acordo que autoriza os Estados Unidos a operar campos de petróleo venezuelanos. Rodríguez declarou que escolheu a diplomacia com Washington para transformar o país em uma “potência energética”.

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