“Esqueça a questão do drone”: Cury recua de proposta contra feminicídio no JN

Augusto Cury
Augusto Cury. Foto: Reprodução

Augusto Cury deixou de lado a proposta de usar drones com sirenes para combater o feminicídio ao ser questionado no Jornal Nacional sobre como a medida funcionaria. Depois de defender a ideia, ele pediu aos entrevistadores: “Esqueça a questão do drone, por favor. Pense num aplicativo que possa ter uma resposta mais rápida”.

Cesar Tralli e Renata Vasconcelos abriram o tema com os números de mulheres assassinadas: mais de quatro mortes por dia e 1.571 vítimas no ano passado. Cury respondeu que “uma importa”, por se tratar de “um ser humano único e irrepetível”.

O candidato afirmou que sua proposta prevê uma polícia “muito mais rápida e proativa” e citou um aplicativo de celular como principal instrumento. Pela descrição, a mulher ameaçada acionaria um botão de alerta, que encaminharia uma localização à delegacia mais próxima para o socorro de agentes de segurança.

Ao ser perguntado sobre a viabilidade de drones em mais de 5 mil cidades e em mais de 6 mil delegacias, muitas sem acesso à internet, Cury reconheceu a limitação. Em seguida, voltou a defender a possibilidade de um botão de alerta georreferenciado.

Cury limitou uso de drones a cidades mais digitalizadas

Os entrevistadores insistiram em saber se todas as delegacias receberiam drones e sirenes para acionar o equipamento. Cury respondeu que não e disse que a proposta se concentraria em delegacias localizadas nas cidades “mais digitalizadas”.

Questionado sobre como um drone atuaria quando 70% dos feminicídios ocorrem dentro de casa, dado citado pelos jornalistas, ele afirmou que o equipamento sairia da delegacia antes do policial e emitiria um alerta sonoro perto da residência do agressor.

“Isso pode evitar que o predador que age rapidamente possa matá-la ou agredi-la”, declarou Cury. Logo depois, voltou a minimizar a centralidade dos drones e afirmou que os entrevistadores estavam presos a “um detalhe pequeno”.

Ao final, Cury sustentou que o aplicativo permitiria acionar policiais com mais velocidade do que os canais de denúncia convencionais. Ele disse que muitas mulheres enfrentam “desânimo”, angústia e dificuldade para relatar a violência antes que haja tempo para o socorro.

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