Os ataques antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023 deixaram marcas na sociedade brasileira. Ainda hoje, os bolsonaristas defendem anistia aos condenados que vandalizaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília (DF), e atacaram as forças de segurança na tentativa de um golpe de Estado. Por outro lado, a maioria dos brasileiros apoiou a prisão dos golpistas, reforçando a importância da defesa da democracia, que permanece entre os valores considerados importantes pelos eleitores na escolha de seus candidatos.
A pesquisa Quaest, divulgada no domingo (6), encomendada pela Globo, revelou que grande parte do eleitorado valoriza como característica principal dos candidatos à Presidência o compromisso com a democracia, apontado por 28% dos entrevistados.
O percentual somente é superado pelos 31% que indicam como principal o não envolvimento com corrupção. Já para 15%, o primordial é que o candidato seja duro no combate à violência e ao crime.
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Veja abaixo o quadro completo das principais características que os eleitores levam em conta para decidir o voto para presidente:
- Não estar envolvido com corrupção: 31%;
- Ter compromisso com a democracia: 28%;
- Ser duro no combate à violência e ao crime: 15%;
- Ser experiente na política: 9%;
- Ser religioso: 4%;
- Não ter sido político antes: 2%;
- Ser crítico ao STF: 2%;
- Ser crítico ao Congresso: 1%;
- Ser aliado do Congresso: 1%;
- Ser aliado do STF: 0;
- Nenhuma dessas características: 3%;
- Não sabem/Não responderam: 4%.
O levantamento ainda realizou recortes entre os eleitores do presidente Lula, os ligados ao bolsonarismo e os que são considerados independentes.
Entre o eleitorado que vota no presidente Lula, o compromisso com a democracia é a característica considerada mais importante na decisão do voto (29%), seguido do não envolvimento com corrupção (18%), de ser experiente na política (18%) e de ser duro no combate à violência e ao crime (14%).
Para os ditos independentes, em primeiro lugar vem o não envolvimento com corrupção (33%), depois o compromisso com a democracia (26%) e ser duro no combate à violência e ao crime (14%).
No campo bolsonarista, em primeiro lugar também está o não envolvimento com corrupção (41%), seguido do compromisso com a democracia (18%) e de ser duro no combate à violência e ao crime (17%).
Características para não votar em um candidato
No caminho inverso, a Quaest ainda perguntou aos entrevistados qual é a característica principal para não votar em um candidato à Presidência.
Nesse questionamento, 40% indicaram que estar envolvido com corrupção é determinante para não escolher um candidato, enquanto 21% indicaram que não ter compromisso com a democracia é a principal característica para descartar um presidenciável e 13% afirmaram que não votariam em alguém fraco no combate à violência e ao crime. Confira os números totais a seguir:
Característica mais importante para NÃO votar para presidente:
- Estar envolvido com corrupção: 40%
- Não ter compromisso com a democracia: 21%
- Ser fraco no combate à violência e ao crime: 13%
- Não ser experiente na política: 5%
- Não ser religioso: 3%
- Ser aliado do STF: 3%
- Ter sido político antes: 2%
- Ser aliado do Congresso: 2%
- Ser crítico ao Congresso: 1%
- Ser crítico ao STF: 1%
- Nenhuma dessas características: 3%
- Não sabem/Não responderam: 6%
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-07065/2026.