
Rebeca Ramagem (PL), candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, faz campanha dos Estados Unidos com totens de papelão que exibem sua imagem e a do marido, o ex-deputado Alexandre Ramagem, considerado foragido desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expediu ordem de prisão contra ele, em novembro de 2025. A informação é da Folha de S.Paulo.
O casal deixou o Brasil depois que o Supremo condenou o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a 16 anos de prisão no processo da trama golpista. Rebeca afirmou que pretende retornar caso vença a eleição: “Na vitória, desembarco no meu Brasil para cumprir meu mandato do primeiro ao último dia”.
Os materiais de campanha circulam em ações de rua no Rio. No lançamento da candidatura do deputado Douglas Ruas (PL) ao governo fluminense, no Maracanãzinho, os totens do casal apareceram ao lado de Fernanda Bolsonaro, mulher do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
“Se me impedem de estar em todo lugar, minha imagem e minhas propostas estão chegando onde nós não alcançamos”, disse Rebeca. Um adesivaço programado na Tijuca, porém, foi cancelado por causa do mau tempo.

Registro eleitoral foi questionado pela Procuradoria Regional Eleitoral
Antigos assessores de Ramagem na Câmara coordenam as atividades de Rebeca. A equipe usa camisetas com a foto do casal e a frase “Faça Justiça”, enquanto a candidata mantém reuniões virtuais com eleitores.
O PL destinou R$ 1,5 milhão à campanha de Rebeca, valor superior ao recebido por Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, e por deputados federais da legenda que disputam a reeleição. Alexandre Ramagem também aparece com frequência nas redes sociais da candidata.
A Procuradoria Regional Eleitoral questionou o registro de Rebeca por suposto vínculo com organização criminosa, citando a presença do marido condenado em sua campanha. O relator no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), desembargador Paulo Cesar Salomão, chamou a participação de Ramagem de “tapa na cara da Justiça”.
O TRE-RJ aprovou a candidatura por 5 votos a 2. Rebeca classificou a fala do magistrado como uma “acusação grosseira” e afirmou que a decisão confirmou sua condição eleitoral: “Minha situação jurídica é limpa e regular. Posso ser eleita, diplomada e empossada”.