A deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 em agosto foi maior do que o mercado esperava. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,52% para 4,24%, voltando a ficar abaixo do teto da meta, de 4,5%. Ainda assim, distante do centro, fixado em 3%. O resultado foi determinado pela energia elétrica residencial, que recuou 6,25% e retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15. Os transportes também contribuíram, com queda de 13,30% das passagens aéreas e de 1,43% dos combustíveis. Na alimentação, ficaram mais baratos produtos como tomate, batata, cenoura e café. Na outra ponta, despesas pessoais, educação e saúde avançaram. A alimentação fora de casa também continuou subindo.
O resultado reforça a possibilidade de o Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo (foto: Banco Central/ Divulgação), cortar a Selic em 0,25 ponto percentual em setembro. Mas parte do alívio veio de descontos temporários ou de preços voláteis.