
O governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, mas defendeu que o Senado vote a PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta divide o Congresso durante a campanha eleitoral.
Em entrevista ao g1, Cleitinho afirmou que divergências pontuais não anulam seu apoio ao senador do PL. “Eu sou casado com a minha esposa e sou apaixonado por ela e de vez em quando a gente não concorda um com o outro. Nem sempre a gente vai concordar em tudo, mas eu sou a favor. Já tinha que ter votado”, disse.
A PEC está em discussão no Senado, enquanto setores da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulam adiar sua análise para depois do segundo turno. Flávio Bolsonaro disputa a Presidência contra o petista.
O grupo de Flávio defende uma alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. O texto prevê livre negociação entre empregadores e trabalhadores para reduzir a jornada, com possibilidade de redução salarial.
➡️ Cleitinho quer votar 6×1 e diverge de Flávio: “Nem sempre concordamos” https://t.co/D6DuxqJILP
— Metrópoles (@Metropoles) October 8, 2026
Cleitinho minimizou a possibilidade de a votação da PEC interferir na eleição e criticou a falta de atividade legislativa. Ele afirmou que o Congresso está parado desde julho, durante o recesso parlamentar.
“A fonte de riqueza que é o trabalhador e o empresário está produzindo para manter o Congresso parado. Então deveria já voltar”, afirmou. O senador disse esperar que a proposta seja votada ainda neste ano para garantir o que chamou de “privilégio” ao trabalhador.
Ao atacar a interrupção das atividades, Cleitinho declarou que políticos estão em “escala zero por zero”, sem trabalhar e dedicados à campanha. Ele também criticou o uso do fundo eleitoral durante o período.
O senador disse que trabalhará para ampliar a votação de Flávio em Minas Gerais e atribuiu seu afastamento inicial do palanque ao coordenador da campanha. “O Rogério nunca quis me apoiar. Isso é fato, pergunta pra ele. […] Rogério nunca fez questão de eu estar no palanque do Flávio. Só que o Rogério não entende nada de Minas Gerais”, declarou.