Coordenador de Flávio procura Zanin e promete evitar “sustos” ao Supremo

Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acionou o STF pelo vazamento dos áudios do filho de Bolsonaro com Vorcaro
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reuniu-se com Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (30). Segundo a coluna de Bela Megale, do Globo, reproduzida pelo Grande Ponto, Marinho afirmou que uma eventual vitória de Flávio não traria “sustos” para a Corte.

O encontro foi solicitado pelo senador, que pediu ajuda para superar os “impasses” entre o Supremo e seu grupo político. Zanin foi indicado ao tribunal pelo presidente Lula.

Marinho já havia tratado de temas semelhantes com Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A aproximação com Zanin tem um antecedente: em 2023, aliados de Bolsonaro apoiaram sua indicação como tentativa de recompor o diálogo com o STF.

Marinho afastou a possibilidade de ampliar o número de ministros do Supremo e assumiu o compromisso de apoiar o fim da reeleição presidencial. A mudança depende de alteração da Constituição pelo Congresso.

Cristiano Zanin
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Victor Piemonte/STF

Interlocutores de Zanin disseram ainda que Marinho apresentou a intenção de Flávio de elevar a idade mínima para indicações ao tribunal. Atualmente, a Constituição estabelece mais de 35 e menos de 70 anos para a escolha dos ministros, cuja aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos.

A conversa aconteceu um dia antes de Flávio intensificar as críticas ao Judiciário e desistir do debate presidencial da Globo. Na quinta-feira (1º), Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão, no encontro.

Na mesma data, Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a exibição do púlpito vazio reservado a Lula e perguntas dirigidas ao presidente, que havia recusado o convite. Flávio alegou “censura” para justificar sua ausência, e a emissora cancelou o debate.

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