
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou advogados diante da expectativa de que a Polícia Federal pudesse incluí-lo entre os alvos da operação que investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A ação cumprida nesta quinta (10) não atingiu o parlamentar.
Aliados do candidato do PL à Presidência avaliavam que ele poderia receber um mandado de busca e apreensão. Havia também temor de uma eventual prisão, e a equipe jurídica ficou de prontidão para atuar imediatamente caso houvesse medida contra o senador.
A operação mirou pessoas ligadas à produção de “Dark Horse”, obra cuja origem de recursos públicos entrou na investigação. O ministro Flávio Dino autorizou a ação da Polícia Federal. O inquérito apura suspeitas de desvios de recursos públicos e de emendas parlamentares relacionados ao financiamento do filme.

Operação da PF cumpriu 49 mandados
Por determinação de Dino, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. As medidas se concentraram nos responsáveis pela produção de “Dark Horse”.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) está entre os alvos da ação. A decisão também proibiu 29 pessoas de deixar o país ou manter contato entre si e vetou que 22 empresas e entidades contratem com o poder público.
A PF apura se recursos destinados a projetos executados por entidades e empresas foram desviados de suas finalidades e usados em benefício de pessoas ligadas ao filme.
Karina Ferreira da Gama, produtora de “Dark Horse” e dona da Go Up Entertainment, preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). O ICB recebeu emendas parlamentares e mantém um contrato superior a R$ 100 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação e manutenção de pontos de wi-fi.