
O PL elegeu 121 deputados federais e formará a maior bancada da Câmara desde 1990, quando o MDB conquistou 108 cadeiras. O resultado aumenta a presença do campo bolsonarista no Congresso Nacional.
A projeção da Câmara se baseia na apuração das urnas, embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tenha divulgado os dados consolidados de Minas Gerais e São Paulo. Nikolas Ferreira, em Minas, e Lucas Pavanato, em São Paulo, puxaram o desempenho da legenda com votações recordes.
Com 121 parlamentares, o PL alcança uma das maiores bancadas partidárias das últimas décadas. O MDB havia eleito 260 deputados em 1986 e, depois, registrou 108 cadeiras em 1990 e 107 em 1994.
Em 1998, o então PFL, aliado do presidente Fernando Henrique Cardoso, elegeu 105 deputados. A marca atual do PL supera esses resultados e coloca a sigla isoladamente à frente das demais forças na próxima composição da Casa.

Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato lideraram votações
Nikolas ultrapassou 3,1 milhões de votos em Minas Gerais, quase triplicando sua votação no pleito anterior. O deputado do PL superou a marca obtida por Eduardo Bolsonaro em São Paulo, em 2018, e registrou o maior desempenho eleitoral da história para deputado federal.
A votação de Nikolas ajudou o PL a eleger 21 dos 53 deputados federais mineiros, cerca de 40% da representação do estado. O parlamentar concentra sua atuação em pautas conservadoras e de costumes e já respondeu judicialmente por transfobia.
Lucas Pavanato recebeu pouco mais de 3 milhões de votos em São Paulo e ficou como o segundo deputado federal mais votado do país. Sua atuação política também se concentra em pautas de costumes, como a proposta de proibir mulheres trans de usar banheiros femininos e a defesa de CPIs contra grupos de moradia.
Na distribuição das bancadas, a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece com 88 deputados, seguida pela União Progressista, união de PP e União Brasil, com 87. PSD terá 43 cadeiras, Republicanos 41 e MDB 36.