
Pesquisas internas da campanha do presidente Lula (PT) passaram a indicar uma tendência de voto útil em favor do petista e do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo dirigentes do partido. A avaliação considera o crescimento dos dois nomes e a oscilação negativa de outros pré-candidatos à Presidência.
De acordo com o Metrópoles, aliados de Lula avaliam que eleitores antes inclinados a candidatos com menor intenção de voto podem estar migrando para os dois principais nomes à medida que a eleição se aproxima. O movimento, na leitura da campanha, ainda aparece de forma inicial nos levantamentos públicos.
A pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (21), apontou Lula com 37% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, ante 36% na rodada anterior. Flávio Bolsonaro foi de 31% para 33% no intervalo de uma semana.
As variações de Lula e de Flávio Bolsonaro ficam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ainda assim, a campanha petista vê os números como um sinal compatível com os dados de seus levantamentos internos.

Quaest registra oscilações negativas entre outros candidatos
Augusto Cury (Avante) oscilou de 7% para 6%, enquanto Renan Santos (Missão) passou de 4% para 3%. Os dois resultados também estão dentro da margem de erro da pesquisa.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), manteve 4% das intenções de voto no cenário apresentado. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registrou 1%.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre quinta-feira (17) e domingo (20). O instituto informou margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O avanço simultâneo de Lula e Flávio Bolsonaro, combinado às oscilações dos adversários, sustenta a leitura de dirigentes petistas de que a disputa pode concentrar votos nos dois candidatos mais bem colocados.