
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) participará da investigação dos Estados Unidos sobre a aproximação entre o helicóptero que levava o presidente Donald Trump e um avião comercial Embraer E170 perto de Washington. O órgão norte-americano notificou o Brasil porque a aeronave envolvida foi fabricada pela Embraer. Com informações de g1.
O incidente ocorreu em 4 de agosto, quando o Marine One passou a pouco mais de 1,5 quilômetro do avião operado pela Envoy Air, que acabara de decolar do Aeroporto Ronald Reagan. A separação entre as duas aeronaves ficou abaixo do padrão previsto para esse tipo de operação.
O voo comercial seguia de Washington para Pensacola, na Flórida. As aeronaves mantiveram suas rotas e pousaram em segurança, e a Casa Branca declarou que Trump não correu perigo.
Um relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos apontou que a torre do aeroporto não recebeu o aviso da equipe presidencial sobre a decolagem do helicóptero. Desde o ano passado, a Administração Federal de Aviação proíbe operações simultâneas de helicópteros e aviões na região do aeroporto de Washington.

Falha de comunicação impediu interrupção do tráfego comercial
O protocolo determina que a equipe presidencial avise a torre de controle três minutos antes da decolagem do Marine One. Com a comunicação, o aeroporto interrompe temporariamente pousos e decolagens para a passagem do helicóptero que transporta o presidente dos Estados Unidos.
Os agentes da Casa Branca tentaram falar com a torre duas vezes. Na primeira tentativa, o aviso não chegou ao controlador; na segunda, o sinal chegou cortado e, segundo o relatório, ficou “completamente inaudível”.
Sem o alerta obrigatório, a torre autorizou a decolagem do Embraer. A investigação também indicou que o Marine One saiu de um ponto alternativo da Casa Branca devido a uma obra na sede do governo americano e que a área enfrenta problemas na frequência usada para contato com a torre.
Brasil e Estados Unidos podem acompanhar o caso pelas normas da Organização da Aviação Civil Internacional, que permitem a participação do país responsável pelo projeto da aeronave. Já durante o voo, as tripulações estabeleceram comunicação, e os pilotos do avião informaram que mantinham contato visual com o helicóptero.