As reuniões de Fachin antes de sessão sobre Moraes no STF

Edson Fachin, presidente do STF. Foto: reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, realizou uma série de reuniões individuais com ministros antes da sessão extraordinária desta terça-feira (15), convocada para analisar se há elementos para abrir investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes. Fachin também assumiu relatorias e concentrou na Presidência procedimentos ligados aos casos Banco Master e INSS.

O plenário deve examinar o procedimento relacionado a Moraes a partir de mensagens localizadas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em relatório da Polícia Federal. O documento apontou o ministro como interlocutor do ex-banqueiro.

As conversas de Fachin buscaram discutir o rito da sessão e a condução do julgamento em meio à disputa entre Moraes e André Mendonça. Moraes pediu apuração contra Mendonça e apontou parcialidade na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e o INSS.

Na quarta-feira da semana passada, Fachin se reuniu separadamente com Flávio Dino e Moraes. No mesmo dia, assinou decisões para enfrentar a crise, entre elas a convocação da sessão extraordinária do STF.

André Mendonça e Alexandre de Moraes no STF. Foto: reprodução

Presidente do STF retira inquérito das fake news de Moraes

Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, aberto há sete anos, e deve conduzir pessoalmente a investigação. A medida ocorreu após Moraes usar esse inquérito para pedir a apuração sobre Mendonça.

O presidente do Supremo também assumiu a relatoria do procedimento que envolve Moraes e será levado ao plenário. Ele determinou ainda que as investigações ligadas ao Banco Master e ao INSS sigam para a Presidência da Corte.

Na quinta-feira, Fachin conversou com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Nesta segunda-feira (14), ele voltou a se reunir com Nunes Marques e também manteve contatos por telefone com integrantes do tribunal.

No STF, Gilmar Mendes, Zanin e Dino aparecem como ministros próximos de Moraes, enquanto Mendonça, Fux e Nunes Marques formam outro grupo. Fachin e Cármen Lúcia não se alinham a essas alas, e Toffoli se afastou do grupo que antes mantinha proximidade com Moraes.

Fachin também tratou do cenário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Artigo Anterior

Ex-mulher de Daniel Silveira denuncia ameaças e agressão e pede proteção

Próximo Artigo

Observatório do Master: Caso Dark Horse, WiFi Livre SP e o PCC

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!