
Por Julia Neves / Cobertura colaborativa da 25ª Feira da Reforma Agrária
Da Página do MST
Realizadas entre os dias 9 e 12 de setembro, as noites da Feira da Reforma Agrária em Alagoas foram embaladas por uma agitada programação cultural que compôs o Festival do MST: por Terra, Arte e Pão.
Com artistas que vão de Juliana Linhares a discotecagens de DJ’s e artistas locais, o último dia de festa fechou com chave de ouro trazendo artistas camponeses para o palco na Praça dos Martírios, no centro da capital alagoana.
Celebrando a força e a cultura da luta pela terra, o encerramento trouxe ao palco a arte camponesa com os shows de Mara Damasceno e Bento Forrozeiro, botando todo mundo para dançar na Feira.


Vindos de uma família com histórico de luta pela terra, os pais de Mara são assentados em Olho D’Água do Casado e fazem parte do Movimento há 19 anos.
Criada em meio aos trabalhadores rurais, ela vive um momento histórico e especial: foi na Feira do MST que realizou seu primeiro show fora do Sertão, região onde nasceu e vive até hoje, e não escondeu sua emoção no momento.
“É a minha primeira vez aqui em Maceió e, para mim, é uma honra estar aqui. O Movimento Sem Terra é muito importante para mim, eu sempre tive o apoio das pessoas do Movimento para fazer a minha arte”, disse com entusiasmo.
A apresentação marca a consolidação de uma trajetória construída na base da resistência cultural do campo e transforma a noite em um marco tanto para a artista quanto para o público presente.

Bento, por sua vez, além de forrozeiro, é assentado em Atalaia e faz parte da coordenação nacional do MST, um clássico na programação das Feiras.
Conhecido por fazer gente de todas as idades arrastar o pé nos salões com um bom forró, também agitou o último dia da 25ª edição da Feira da Reforma Agrária com muita música, cultura e celebração.
A realização da 25ª Feira da Reforma Agrária e Festival do MST: Por Terra, Arte e Pão! conta com o patrocínio do Banco do Nordeste e é uma realização do Centro de Capacitação Zumbi dos Palmares, com apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, da União Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária Popular do Brasil (Unicrab) e do Governo do Estado de Alagoas.
*Editado por Fernanda Alcântara