
A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, de 23 anos, deixou a graduação a distância em Ciência Política da Universidade Anhanguera após cursar dois semestres, conforme certidão apresentada por ela ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O documento informa que ela concluiu o primeiro e o segundo semestres do curso em 2023. Para o período 2024/1, a certidão registra que a estudante não efetuou a matrícula e passou à condição de desistente.
A interrupção dos estudos ocorreu no mesmo período em que Campopiano tomou posse como vereadora em Praia Grande, no litoral paulista. Ela construiu projeção política com discurso bolsonarista e o bandeira de “maior inimiga das feministas”.
Campopiano se tornou a deputada estadual mais votada do país nas eleições de 2026. Durante sua trajetória política, também ganhou repercussão por declarações em que afirmou que índios eram canibais e que “feminicídio não existe”. A documentação acadêmica integrou o material entregue à Justiça Eleitoral.
Curso previa disciplinas sobre legislação e política
A graduação em Ciência Política da Anhanguera prepara profissionais para analisar sistemas de governo, políticas públicas, relações de poder e processos eleitorais, segundo a ementa da instituição.
A universidade lista entre as possíveis áreas de atuação de formados no curso a assessoria parlamentar, os partidos políticos, institutos de pesquisa, organizações não governamentais, jornalismo político e órgãos governamentais.
O terceiro semestre da graduação inclui as disciplinas “Direito e Legislação”, “Ética e Filosofia Política” e “Desenvolvimento Econômico”. A certidão apresentada ao TSE traz a conclusão de que “a aluna não efetuou sua matrícula para o semestre 2024/1, ficando na situação de desistente”.