Ana Castela, Nikolas Ferreira e a foto que não foi só uma foto

Nikolas Ferreira e Ana Castela. Imagem: reprodução

Não é novidade que “artistas” do sertanejo universitário adoram um fascista pra chamar de seu.

Gustavo Lima, Leonardo, Zezé di Camargo, o bolsonarista enrustido do Zé Felipe e outros menos relevantes.

Agora foi a vez de Ana Castela — não por acaso nem inocentemente — posicionar-se politicamente a dois meses das eleições.

Ela aparece, na Festa do Boiadeiro, em Barretos, ao lado de Nikolas Ferreira, anunciando em grande estilo seu apoio ao PL.

E tem gente que acha que foi só uma foto com fã, como ela mesma provavelmente dirá.
Belíssima inocência.

A “Boiadeira” está diretamente ligada ao agronegócio, e seus interesses estão alinhados a um governo que mantenha seus privilégios e aumente sua fortuna — é tudo o que querem os ricos.

Nikolas Ferreira estava em Barretos participando de uma mobilização política muito explícita. Nas redes sociais, publicou: “Neutro é detergente* (o que eles bebem, risos)” e “o agro é 22”, vinculando diretamente o agronegócio ao número do PL e à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em seguida, publicou a foto com Ana Castela, uma foto que circulou como símbolo de articulação política, e não uma foto aleatória de dois famosos em um camarim.

Não é a primeira vez: Ana é reincidente.

Em 2022, a abertura de um show seu exibiu bandeira do Brasil e uma contagem associada ao 22, enquanto o 13 aparecia como “12+1”.

Questionada, não quis segurar a bronca e acabou dizendo que não tinha autorizado a intervenção e que não queria se posicionar politicamente.

Então tá bom, linda.

Ana Castela nunca negou sua defesa ao agro, que, aliás, lhe aumenta a fortuna. À Folha de S.Paulo, defendeu que “o agro é central para o país”.

O que esperar? A mulher é filha de um latifundiário produtor de soja que possivelmente mata o nosso solo pra ter mais dinheiro e dona de propriedades rurais gigantescas no Mato Grosso do Sul. Terra e gado pra dar e vender.

Ou seja: não é só a estética de chapéu e bota. Como a maioria de seus pares, ela tem interesses que não leva para o palco, mas acaba por incorporar à sua imagem pública porque nada importa mais do que triplicar seus privilégios.

Seus interesses convergem ao projeto político ao qual ela está disposta a servir, e a bancada ruralista certamente pode lhe render grandes favores.

Agro é morte, e a bancada do boi — aquela que defende interesses bilionários capazes de destruir o planeta e a humanidade — é certamente a maior aliada do agronegócio e a maior ameaça às práticas e políticas de sustentabilidade no Brasil.

O que eles querem é, no fim, transformar o país em um grande pasto ao lado de um latifúndio de monocultura.

Gente como Ana Castela não é “apenas” bolsonarista por escolha política e até estética: trata-se de defender interesses desconhecidos por seus fãs idiotizados, mas óbvios para quem presta atenção.

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