
Integrantes do PL passaram a tratar as próximas pesquisas de Quaest e Datafolha como decisivas para o segundo turno presidencial e avaliam que uma alta de Lula até o fim da semana pode ampliar as chances de virada sobre o candidato Flávio Bolsonaro, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo.
A avaliação circulou entre a cúpula da sigla e a campanha de Flávio Bolsonaro. Dirigentes classificam o desempenho de Lula nos levantamentos como uma “ameaça real” ao resultado esperado pelo partido.
As manifestações de apoiadores de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, também provocaram preocupação entre integrantes do PL. Os atos recentes levaram a campanha a monitorar a capacidade de mobilização do presidente.
Publicamente, dirigentes partidários e aliados de Flávio tentam minimizar o impacto dos eventos de rua. Em conversas reservadas, porém, admitem o receio de que a mobilização dos adversários se converta em votos para o candidato petista.
Flávio convoca ato na Avenida Paulista

Como resposta, Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para um ato na Avenida Paulista no domingo (18). A campanha busca demonstrar força nas ruas antes da divulgação de novos levantamentos eleitorais.
A equipe do PL trabalha com a hipótese de que o crescimento de Lula nas pesquisas até o fim da semana fortaleça uma possível virada no segundo turno. Os dirigentes aguardam especialmente os números que devem sair antes de sexta (16).
Se Lula não avançar nos levantamentos, analistas ligados ao partido avaliam que o presidente pode até perder votos na comparação com o primeiro turno. A projeção considera o comportamento do eleitorado na reta final da disputa.
A campanha de Flávio Bolsonaro relaciona esse risco à ausência de segundo turno para governador em 20 estados. Na leitura do grupo, uma eventual estagnação de Lula pode desestimular parte de seus eleitores a comparecer às urnas em 25 de outubro.