Alesp terá renovação de 41% e PL amplia bancada para 27 deputados

Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo
Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo durante discussão de projetos. Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá 39 novos deputados a partir de fevereiro de 2027, uma renovação de 41,5% das 94 cadeiras. Dos 77 parlamentares que disputaram a reeleição, 55 mantiveram seus mandatos, preservando a correlação de forças favorável ao governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O PL continuará como a maior bancada da Casa e ampliará sua presença de 21 para 27 deputados estaduais. O PT perdeu uma cadeira, mas seguirá como a segunda maior força, com 16 parlamentares, enquanto o PSOL passará de cinco para nove representantes.

Para o cientista político Hilton Fernandes, a maioria governista fortalece a capacidade de articulação de Tarcísio, mas pode reduzir o peso da fiscalização parlamentar. “O governador precisa prestar contas para a Assembleia. Se não tem uma base suficientemente forte de oposição que vá buscar os dados para fazer uma fiscalização mais bem feita, nós também corremos o risco de o governador estar com força demais”, afirmou.

Tarcísio de Freitas após votação. Foto: Reuters/IMAGO/Marina Uezima/Proibida reprodução

Novos nomes e retornos à Assembleia

Entre os 39 eleitos que ocuparão vagas de atuais deputados, quatro já tiveram mandato na Alesp e retornarão em 2027: Douglas Garcia (União Brasil), João Paulo Rillo (PT), Luiza Erundina (PSOL) e Reinaldo Alguz (MDB). Outros 35 exercerão o mandato estadual pela primeira vez.

O PL será o partido com mais estreantes, com 11 nomes. Entre eles está Eduarda Campopiano, vereadora de Praia Grande, que recebeu 1,95 milhão de votos e se tornou a candidata mais votada para a Alesp. Aos 23 anos, ela será a parlamentar mais jovem da próxima legislatura.

Campopiano afirmou que defenderá pautas conservadoras no mandato. “Eu serei uma deputada pró-vida. Eu sou uma mulher conservadora”, disse à TV Globo. Sua votação, pelos cálculos baseados no quociente eleitoral, garantiu aproximadamente outras sete cadeiras ao PL.

O segundo mais votado foi Eduardo Suplicy (PT), reeleito para o terceiro mandato consecutivo com 654.627 votos. Aos 85 anos, o ex-vereador, ex-deputado federal e ex-senador ajudou o PT a conquistar duas vagas adicionais e a preservar a segunda maior bancada da Assembleia.

Suplicy disse que pretende manter a defesa da renda básica de cidadania, do uso medicinal da cannabis e de políticas contra a desigualdade social. “Agradeço muito ao povo paulista e quero me comprometer a estar trabalhando com vocês e junto inclusive ao governador, que vou respeitar, mas com propostas e soluções de bom senso”, declarou.

Também estrearão na Alesp a ativista trans Sofia Favero (PSOL), terceira candidata mais votada do estado; Thammy Miranda (PSD), Marina Bragante (PSB) e Keit Lima (PSOL), hoje vereadores da capital; além dos ex-prefeitos Rogério Lins (Podemos), de Osasco, Renata Sene (Republicanos), de Francisco Morato, e Rodrigo Ashiuchi (PL), de Suzano.

Entre os atuais deputados que deixarão a Casa está o presidente André do Prado (PL), eleito senador por São Paulo. Não conseguiram se reeleger nomes como Leci Brandão (PCdoB), Beth Sahão (PT), Valeria Bolsonaro (PL), Maria Lúcia Amary (PSD), Jorge Wilson Xerife do Consumidor (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (União Brasil).

Artigo Anterior

Caiado vai apoiar Flávio Bolsonaro após chamá-lo de “ladrão” no 1º turno

Próximo Artigo

SP nunca elegeu governador de esquerda desde a volta das eleições diretas

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!