O produtor brasileiro inicia a safra 2026/27 com margem menor para erros. Crédito mais seletivo, custos pressionados, tensões geopolíticas e a possibilidade de El Niño ampliam as incertezas no campo. Em contrapartida, cresce uma nova frente de demanda: além de alimentos, o agronegócio avança como fornecedor de energia. Para Silvio Crestana (foto revista Pesquisa), pesquisador e ex-presidente da Embrapa, o momento exige mudança de postura. “A palavra atual é risco, e não crise”, afirma. Segundo ele, a crise surge quando os riscos não são identificados nem enfrentados a tempo. Na nova safra, antecipação, gestão e eficiência deixam de ser diferenciais e passam a ser condição de sobrevivência.