A ComunicaSul, uma agência de Comunicação Colaborativa, retornará à Colômbia em maio para cobrir o processo eleitoral para a presidência e o Congresso Nacional, com o objetivo de trazer à tona informações que muitas vezes são ignoradas pela mídia tradicional, que atua em favor do imperialismo dos Estados Unidos.
Formado há mais de uma década, o coletivo já esteve presente em importantes eleições e protestos sociais na América Latina, contribuindo com reportagens para veículos como Vermelho, Hora do Povo, Correio da Cidadania, Diálogos do Sul, Brasil de Fato e Fórum, reforçando a análise crítica e os laços de cooperação e amizade entre nossos países e povos.
No contexto colombiano, o coletivo tem destacado as diversas conquistas sociais do governo de Gustavo Petro (2022-2026), iniciativas essas que têm sido distorcidas e ocultadas para não se tornarem referências e fontes de inspiração.
Avanços do pacto histórico
Em 2026, com o Pacto Histórico (movimento de Petro e seu candidato à presidência Iván Cepeda), o aumento do salário mínimo foi extraordinário, atingindo 23,7% (R$2.189,00), em contraste com uma inflação de 5,2%. Além disso, a carga horária de trabalho foi reduzida de 48 para 42 horas semanais.
Nos últimos quatro anos, também foram assegurados estabilidade e direitos para trabalhadores que haviam sido excluídos e submetidos a condições de trabalho precárias por décadas.
A vice-presidente candidata, Aída Quilcué, é uma líder indígena e defensora dos direitos humanos, que sofreu a perda do marido em 2008, assassinado por mercenários a serviço do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010). Mais de 700 mil hectares já foram alocados ao Fundo Nacional de Terras para fins de reforma agrária, desmantelando grandes propriedades improdutivas que são fontes de violência, narcotráfico e desigualdade.
Essas são verdades e transformações fundamentais que as candidaturas ultraneoliberais e de extrema direita de Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia – apoiadas por Trump e pelo narcotráfico — tentarão apagar na corrida presidencial.
“Dada a influência que esses eventos terão no processo eleitoral brasileiro, será crucial estarmos atentos a esses acontecimentos, denunciarmos as manobras golpistas e a propagação de notícias falsas, assim como enfatizar a importância da unidade para impedir qualquer retrocesso”, observa o jornalista Caio Teixeira, da coordenação do coletivo.
Matérias de destaque
Entre as principais entrevistas realizadas pela ComunicaSul na Colômbia, destaca-se a do hoteleiro Álvaro Cabrera Durán, que relatou ter sido torturado e denunciou os assassinatos de mais de 300 hóspedes de seu hotel durante os governos autoritários; também a de dona Blanca Díaz, fundadora do Movimento Nacional de Vítimas de Crimes do Estado, que perdeu a filha comunista, estuprada e assassinada aos 15 anos por oito paramilitares.
Outro ponto importante foi a cobertura do encontro de representantes de diversas religiões, incluindo católicos, protestantes, metodistas, islâmicos, budistas e menonitas, que publicaram um manifesto contra o terrorismo do Estado e em defesa do processo democrático.
Recentemente, o coletivo também alertou sobre as ameaças à vida da ativista Ingrid Bernal, defensora dos direitos humanos, por parte de esquadrões da morte em Bogotá.
Breve histórico
Desde sua participação na histórica eleição de Hugo Chávez, na Venezuela, em 2012, a ComunicaSul tem realizado diversas coberturas, incluindo a implementação da Lei de Meios de Comunicação na Argentina (2012); as eleições no Equador (2013) e o processo eleitoral na Bolívia (2014).
O coletivo também acompanhou o golpe de Estado contra Evo Morales (2018); os impactos da previdência privada no Chile (2019); as eleições presidenciais na Argentina (2019); as eleições gerais no Chile (2021), na Colômbia (2022) e no Equador (2023).
Além disso, foram monitorados processos de mobilização popular em El Salvador, Guatemala, Honduras e Paraguai, sempre com foco no protagonismo dos movimentos sociais.
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