A redemocratização brasileira nasceu sob o peso de uma dívida externa equivalente a 53,8% do PIB em 1984. Quatro décadas depois, o problema mudou de endereço, mas não desapareceu. O endividamento agora é majoritariamente doméstico e a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, segundo o Banco Central. O Estado também mudou de prioridade: ampliou gastos sociais e reduziu o protagonismo direto no fomento produtivo. A diferença é que dever em moeda própria reduz o risco de uma crise semelhante à dos anos 1980, mas não elimina a pressão fiscal. Economistas como Felipe Salto (foto Marcos Oliveira/Agência Senado) defendem correção de rota para estabilizar a dívida. O próximo governo receberá uma escolha pouco simpática: cortar despesas, elevar receitas ou continuar empurrando a conta, com juros.
Dia das Crianças movimenta comércio, mas divide expectativas
Pesquisa da Fecomércio MG, presidida por Nadim Donato (foto: Lucas Peroni/divulgação), projeta que o Dia das Crianças impacte 78,2% das…