Donald Trump afirma que um acordo comercial com o Reino Unido está em andamento e sugere que o país poderá escapar das tarifas aplicadas à União Europeia
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que seu governo está trabalhando em um acordo comercial com o Reino Unido, ao mesmo tempo em que sugeriu que a Grã-Bretanha poderia escapar das tarifas se tal acordo fosse fechado. Segundo o Financial Times, durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval nesta quinta-feira (27), Trump disse que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estavam entre os republicanos seniores do governo trabalhando no possível acordo.
“Acho que teremos os limites, acho que teremos algo — talvez até em termos de possibilidades — acordado muito em breve”, disse Trump.
“Veremos se podemos fazer algo bem rápido, mas faremos alguns grandes acordos comerciais com o Reino Unido”, acrescentou.
Starmer confirmou que o Reino Unido e os EUA decidiram na quinta-feira “começar a trabalhar em um novo acordo econômico com tecnologia avançada em seu núcleo”.
Trump acrescentou que, se tal acordo for fechado, o Reino Unido poderá escapar das tarifas, mesmo que ele planeje impor taxas à UE.
“Acredito que há uma grande chance de que, no caso desses dois grandes países amigos… poderíamos muito bem terminar com um acordo comercial real, onde as tarifas não seriam necessárias”, disse Trump.
Os comentários foram feitos no final de uma reunião bilateral na qual Starmer pediu a Trump que fornecesse cobertura militar dos EUA para garantir a paz na Ucrânia e deixasse claro ao presidente russo, Vladimir Putin, que qualquer agressão futura de Moscou seria repelida.
Em troca, ele quer que Trump forneça um “backstop” dos EUA para apoiar uma força de estabilização europeia na Ucrânia, incluindo cobertura aérea, aeronaves de transporte pesado, inteligência aérea e mísseis.
No entanto, Trump se recusou a se comprometer a fornecer qualquer apoio militar, dizendo que os EUA forneceriam um impedimento eficaz para uma potencial agressão russa ao manter seus trabalhadores na Ucrânia, sob um acordo de minerais proposto com Kiev.