
A defesa da produtora GoUp afirmou que apresentará uma nova perícia nas contas de “Dark Horse” somente depois da eleição e disse ter convicção de que o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro reunirá condições de disputar o Oscar. A manifestação foi divulgada nesta sexta-feira (16), segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.
Na nota, o advogado Ricardo Sayeg sustentou que o encerramento do período eleitoral colocará fim à “politização desse caso”. Ao projetar o futuro da produção, escreveu: “A primeira é o sucesso estrondoso do filme Dark Horse que reúne todas as condições de disputar o Oscar contando a fantástica história do presidente Jair Bolsonaro”.
Sayeg também afirmou que a perícia demonstrará a “lisura e legalidade de todas as captações” do financiamento. A defesa sustenta que os valores destinados à obra chegaram à produção da GoUp, mas deixou a apresentação do novo documento para depois da votação.
A manifestação ocorreu após o delator Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, afirmar que transferiu US$ 12,3 milhões a um fundo nos Estados Unidos acreditando realizar um investimento imobiliário. O liquidante do Banco Master também informou não ter encontrado documentação que tratasse os pagamentos solicitados por Flávio Bolsonaro (PL) como investimento.

A promessa de um novo laudo já havia sido feita no início de setembro. Na ocasião, o perito privado Anísio Castelo Branco disse à coluna que o documento seria apresentado naquela semana. Cerca de um mês e meio depois, a nova perícia ainda não se tornou pública.
As informações conhecidas até agora abrangem gastos realizados no Brasil pela GoUp. Permanecem sem documentação publicamente verificável a origem dos recursos e os valores pagos nos Estados Unidos.
Essa lacuna impede confirmar, com os documentos disponíveis ao público, se o dinheiro remetido por Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, para um fundo americano chegou efetivamente ao filme. A defesa da produtora afirma que os recursos financiaram “Dark Horse”.