
Os atos de apoio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo, no domingo (11), e no Rio de Janeiro, na segunda-feira (12), representaram uma mobilização incomum do partido nos últimos anos, na avaliação do sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida. Com informações da CNN.
Almeida afirmou que não se recorda de outra ocasião recente em que o PT tenha levado um público tão expressivo às ruas. “Fazia muito tempo que o PT não conseguia colocar tanta gente nas ruas, como foi o caso de São Paulo ontem e do Rio de Janeiro hoje”, declarou.
Para que os atos produzam efeito direto na disputa eleitoral, o cientista político apontou a necessidade de uma adesão espontânea e crescente em outras cidades. Ele comparou essa dinâmica à onda de protestos de 2013, que se espalhou pelo país e ganhou grande repercussão pública.
“Seria preciso que isso crescesse de uma forma espontânea e fosse aumentando — um efeito cascata, um efeito crescente”, disse Almeida ao analisar as condições para que a mobilização ultrapasse os eventos já realizados nas duas capitais.
Campanha de Flávio Bolsonaro estuda reação com nomes do PL

O diretor de Jornalismo em Brasília Daniel Rittner afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro avalia usar figuras de projeção nacional do PL para responder à mobilização petista. A estratégia busca ampliar a presença de aliados em atos populares.
Entre as possibilidades debatidas está levar os chamados “bloquinhos do Nikolas”, eventos organizados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em Minas Gerais, para outras regiões. A campanha também considera usar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em atividades de mobilização.
Almeida classificou a presença de apoiadores nas ruas como uma novidade positiva para a eleição. “Isso é uma novidade que fortalece o processo democrático e legitima o resultado da eleição, qualquer que seja ele”, afirmou.
O cientista político também destacou a atuação de prefeitos nos dois campos da disputa. Segundo ele, há gestores municipais que chegaram a pedir licença dos mandatos para participar das campanhas, em uma mobilização que ocorre dos dois lados.