Leilane Neubarth vai a ato pró-Lula e manda indireta à Globo: “Liberdade não tem preço”

Leilane em manifestação. Foto: Reprodução

A jornalista Leilane Neubarth publicou nesta segunda-feira (12) uma foto ao lado da companheira em uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na legenda, escreveu: “Liberdade não tem preço. A primeira manifestação a gente nunca esquece”. O registro marca sua participação pública em um ato político depois de se afastar do jornalismo diário da Globo.

A referência à liberdade é uma indireta às restrições impostas pela emissora aos seus profissionais. Os princípios editoriais do Grupo Globo orientam jornalistas responsáveis pela cobertura factual a não expressar opiniões políticas nem promover partidos e candidaturas nas redes sociais.

Leilane anunciou o afastamento em 7 de julho de 2026, durante o “Conexão GloboNews”. Na ocasião, contabilizou 47 anos de carreira e quase 17 anos na GloboNews. A decisão encerrou sua participação na rotina diária dos telejornais, mas ela afirmou que continuaria aberta a novos projetos e desafios profissionais.

Sua trajetória começou em 1979, como estagiária da Globo. Ao longo das décadas, trabalhou como repórter do “Fantástico” e apresentou atrações como “Jornal da Globo” e “Bom Dia Brasil”. Na GloboNews, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da edição das 18h e, posteriormente, do “Conexão”.

 

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Ato no Rio de Janeiro

A manifestação desta segunda-feira (12) reuniu milhares de apoiadores de Lula na Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Concentrado nas proximidades do Posto 5, o público ocupou cerca de sete quarteirões da orla, com bandeiras, cartazes e roupas vermelhas. O presidente não participou do ato, pois permaneceu em Brasília durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida.

A mobilização reuniu parlamentares como Benedita da Silva, Jandira Feghali, Glauber Braga e Lindbergh Farias, além de estudantes e famílias. Entre as reivindicações estavam a defesa da democracia, dos direitos sociais e do fim da escala de trabalho 6×1. Lindbergh comparou a movimentação aos caras-pintadas de 1992, enquanto os participantes fizeram críticas a Flávio Bolsonaro e defenderam a reeleição de Lula.

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