
O atacante Richarlison afirmou neste domingo que quer receber de volta o dinheiro investido em uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele disse que não pretende recuperar o imóvel, alvo de uma disputa envolvendo empresas ligadas ao jogador e ao advogado Willer Tomaz.
“Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu”, declarou Richarlison. A propriedade está avaliada em cerca de R$ 10 milhões.
A controvérsia começou em 2020, quando uma empresa ligada ao atacante adquiriu direitos de ocupação sobre o imóvel. Depois, a posse passou para uma empresa ligada a Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento favorável à empresa ligada ao advogado. As ações terminaram após a desistência dos autores.
🚨FAMOSOS🚨| Richarlison expõe nos stories disputa por mansão de R$ 10 milhões, diz que teve imóvel tomado e compartilha cobrança para Flávio Bolsonaro: “Devolve a casa” https://t.co/wdiohnIzWa
— FUTRIKEI (@futrikeiof) October 12, 2026
Richarlison criticou pessoas que questionaram sua reivindicação pelo fato de ele morar na Europa. O jogador afirmou que comprou os direitos sobre a propriedade com recursos obtidos no futebol.
“A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto. Não roubei ninguém”, disse o atacante, ao narrar sua versão do caso.
O atleta também acusou seu ex-empresário Renato Velasco de participação no episódio. Richarlison afirmou que pessoas armadas chegaram ao local e retiraram ocupantes, entre eles a mulher de Velasco, que estava grávida naquele período.
Nos vídeos, o atacante declarou ainda que destina cerca de R$ 3 milhões por ano a doações no Brasil, incluindo apoio a crianças que precisam de cirurgias e contribuições ao Hospital de Amor, em Barretos, no interior paulista. Ele negou motivação partidária para essas iniciativas: “As coisas que eu faço pelo Brasil, faço por mim mesmo, faço de coração”.