
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (11) que confia na votação, pelo Senado, da proposta que põe fim à escala de trabalho 6×1. Em ato na avenida Paulista, em São Paulo, ele também previu o avanço da PEC que amplia a participação do governo federal na Segurança Pública.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PL), marcou para quarta-feira (14) a votação da PEC da escala 6×1. A proposta precisa do apoio de ao menos 49 dos 81 senadores, equivalente a três quintos da Casa, para ser aprovada.
Lula disse que já conversou com Alcolumbre e tratou a sessão como uma oportunidade para pressionar o PL, partido de seu adversário, Flávio Bolsonaro. “A única coisa que eu posso fazer é demonstrar que ele não tem coragem de votar contra a população”, afirmou.
O presidente também criticou uma eventual tentativa de adiar a análise da proposta para depois do segundo turno. A oposição trabalha para postergar a votação, enquanto Lula pretende usar a posição dos senadores do PL como tema da reta final da campanha.

Lula afirmou que, na quarta-feira (14), às 11h, será apresentada a emenda que estabelece a participação do governo federal na Segurança Pública, atribuição hoje concentrada nos estados. Ele disse que a aprovação da PEC permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública.
“Na hora que for aprovada a PEC, está criado o Ministério da Segurança Pública”, declarou. Lula sustentou que o governo federal poderá intervir nas estruturas de segurança estaduais, possibilidade que, segundo ele, não existe atualmente.
O presidente afirmou que a proposta deverá delimitar as responsabilidades de cada esfera de governo. “Vamos definir o nosso papel, o papel do estado, o papel do município, da segurança pública”, disse durante o ato na Paulista.
Ao defender o fim da escala 6×1, Lula afirmou que os trabalhadores precisam ter tempo para atividades além do emprego. “Não quer só comida, mas tempo para cultura, estudo e a família”, declarou. No mesmo evento, ele pediu que apoiadores conversem com eleitores que não foram às urnas no primeiro turno antes da votação marcada para o dia 25.